Ouça no Silencio...

Ouça no Silencio...
Os sussuros da Escuridão

Anjo...

A noite pousa sobre seus ombros
O silêncio embriaga seus sonhos
Durma bem meu anjo
Preciso levar sua alma
Para que ela conheça os vales
Onde para sempre irá habitar

sexta-feira, 18 de março de 2011

Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos

As mãos frias da eternidade
Velando contos como o coração sob o peito enterrado
Entre o frio que vaga o labirinto enluarado
Os dedos de pedra
O musgo e as rosas
O silêncio das prosas
De um tempo passado
A contra-capa que sela
O passado por trás de um véu
Sob os sete degraus até o céu
O anjo que dorme ou aponta



















Quantos sorrisos, paixões
Quantos atos, reflexões
Quantos finais, funerais
Histórias e memórias
Quantos poemas escritos
Perdas... vitórias
Quantos passos dados
Caminhos ceifados
Páginas e palavras ditas e bem guardadas
Sonhos ainda sendo sonhados
Quantas cruzes, quantas páginas amareladas



















Quanto tempo perdido coraçoes partidos
Todos mortos
Tanto vinho
À noite
Ao lobo que uiva
Aos fantasmas no caminho

terça-feira, 8 de março de 2011

A quem pertence o mundo

Há quem fale de anjos no céu
Há quem os veja sem asas pisando no chão
Sendo como os longos cabelos cobrindo os horizontes

E o brilho da lua como o olhar de uma mulher
Delicadas como a posição das estrelas
Que seu perfume corra no vento

Parabéns mulher pelo que tu és
Como na barra de um vestido
O lugar do mundo é aos teus pés.




















Tendo os cabelos
dourados como o entardecer
Ou negros como a meia noite doce
Vermelhos como uma maçã
Os olhos verdes como as matas
Azuis como o céu da manhã
O veneno nos lábios
Doma as mais brutas das feras
E as põe para sonhar
De onde vem as mais belas liçoes
Quando o assunto é amar

















Quem nos ensinou a paixão

Quem nos faz ou fazemos chorar
Inspirando o mais belo negócio do mundo
A troca de coraçoes
E bastando um tom de voz

Surgindo a mais bela das cançoes
Delicadas como os espelhos em um lago
Tempestades como as do furioso mar
















E o que seria desta terra
Sem tais anjos a caminhar?
Do que mais tudo precisa?
Se não um toque feminino em todo lugar
E quem sabe de quantas linhas iria
O melhor poeta precisar
Ou quantas palavras inventar
Para conseguir ou chegar perto se quer
De descrever uma mulher



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Inverno Eterno

Portões negros
Estão fechando os céus
O horizonte envia ventos frios
As luzes estão apagadas
Será uma bela noite
Sem ver as estrelas outra vez
Nenhuma luz desce dos céus
Não posso mais subir
Acho que vai chover








Lágrimas lavam a dor
Não posso sair
Ninguem irá passar
Até mim
Pelas cortinas de água
Pelo céu fechado...
A chuva cai e...











Quem faz o céu nao queimar seus olhos?
Quem canta mais alto que a dor?
Ela desenha a lua no chão quando é noite
Lavando o sangue do amor
Minha alma chora lágrimas na chuva
Leve o sangue até o chão
Eu te amo
Minha trilha ao céu











Eu sei que você está do outro lado da cortina
Minha bela
Através da parede cristalina de lágrimas da noite
Você quer me tocar?
É frio agora
Um abraço nunca seria tão quente
Mas você precisou partir
O inverno te trancou ai
Atrás da neblina
E a chuva me diz que você ainda respira












Quando chove
Posso ver a lua refletida no chão também
Quem faz o céu nao queimar seus olhos?
Quem canta mais belo que a dor?
A lua está no chão também quando é noite
Sou o fantasma perdido na chuva
Labirinto de lágrimas
Preso entre as gotas
Distorcendo as colinas ao longe















Estão os anjos chorando nossa tragédia?
Estão as montanhas soprando outra vez?
O som do vento
Me lembra o vazio por dentro
A cançao da chuva
Faz meu coração bater
Porque só as gotas desenham meu sorriso?
Que minha dor se enterre no chão
Sendo lavada, indo junto com essa chuva
Que tanto brilha
Minha pele estará moldada na neblina
Como um fantasma estarei na janela para te ver
Toda vez que chover

We Are The Fallen- Tear The World Down